Era 21 de junho de 2002. Shizuoka, Japão. Brasil e Inglaterra nas quartas de final. O jogo estava 1x1 quando um jovem de 22 anos chamado Ronaldinho Gaúcho pegou a bola de uma falta à direita do ataque e chutou em direção ao gol. O goleiro David Seaman, um dos melhores do mundo, deu um passo para trás — mas a bola passou por cima da sua cabeça e entrou. Brasil 2x1. Estádio em choque.
O Gol que Parou o Mundo: Brasil 2x1 Inglaterra (21/06/2002)
A falta foi cobrada a 35 metros do gol. Seaman, que havia defendido muita coisa ao longo da Copa, se posicionou esperando um cruzamento — ou uma falta direta com trajetória baixa. Ronaldinho chutou com o bico da chuteira, a bola ganhou uma curva estranha e altura suficiente para passar por cima do goleiro.
Seaman tentou voltar, mas não chegou. O gol foi tão inesperado que o próprio Ronaldinho parecia surpreso. A imprensa inglesa nunca perdoou Seaman — ele se aposentou poucos meses depois, em parte por causa da pressão que esse gol gerou.
A Copa de 2002 de Ronaldinho
| Partida | Resultado | Participação |
|---|---|---|
| Brasil x Turquia (Grupo) | 2x1 | — |
| Brasil x China (Grupo) | 4x0 | 1 gol |
| Brasil x Costa Rica (Grupo) | 5x2 | — |
| Brasil x Bélgica (Oitavas) | 2x0 | — |
| Brasil x Inglaterra (Quartas) | 2x1 | 1 gol (cobertura histórica) + expulsão |
| Brasil x Turquia (Semi) | 1x0 | — |
| Brasil x Alemanha (Final) | 2x0 | 1 assistência para Ronaldo |
Ronaldinho foi expulso na partida contra a Inglaterra e perdeu a semifinal suspenso. Voltou para a final e contribuiu com uma assistência para o segundo gol de Ronaldo Fenômeno. O Brasil saiu campeão.
O Que Aconteceu Depois?
Em 2006, Ronaldinho chegou à Copa na Alemanha como o melhor jogador do mundo — havia ganho a Bola de Ouro em 2004 e 2005 pelo Barcelona. Mas entrou em forma física ruim e ficou muito abaixo do esperado. O Brasil foi eliminado pela França nas quartas. Nunca mais disputou uma Copa.
Conclusão
O legado de Ronaldinho na Copa do Mundo se resume a um único torneio e um gol especial. A cobertura sobre Seaman em 2002 é um dos momentos mais mágicos da história do futebol — e ficará para sempre como símbolo de que o gênio improvisa onde outros calculam.